O problema é que ultimamente as pesosas parecem ter perdido o senso de humor. Se você faz uma piada comm o fato de pessoas irem viajar para a Suiça para se suicidarem em um hospital (o famoso turimo suicida), você é um monstro e não merece amor, compaixão, nem respeito. Também se você não gosta do que está em massa na mídia, você é um "envejoso", um "hater" ou um filha da puta mesmo. Agora se você não gosta daquela bandazinha indie que está em alta na internet ou nos meuios alternativos, você não tem bom gosto e tem que morrer uma morte dolorosa.
Sério o que aconteceu com o bom humor? A Tv costumava ter Tv Pirata, um programa com um humor fino, inteligente e ainda assim engraçado. Parece que ultimamente fizeram uma separação entre aquilo que é inteligente, que deve ser tratado com seriedade, e aquilo que é engraçado, que por convenção deve ser bobo e repetitivo.
Uma das melhores piadas com um assunto sério que eu já vi
Nem sei direito porque escrevi tudo isso. Eu só queria comentar que ontem eu vi uma entrevista com o Corey Taylor, vocalista do Slipknot, falando sobre o mashup que alguém fez de Psychosocial (Slipknot) e a maldita Baby (Justin Bieber) (clique aqui para ver a entrevista). O que mais me surprendeu foi que o Corey adorou a versão. Ele achou hilária.
Vamos ser práticos, ok? O cara é vocalista de uma banda de rock super pesado e com conteúdo super profundo (as letras são muito boas, apesar de eu não gostar de nehuma música da banda. Acho muita gritaria from hell), sem comentar o fato de banda ter todo uma parada dark from hell rolando. Já um Justin Bieber... Bem é o Justin Bieber, um garoto de 16 anos e com óbvios retardos mentais. Se o Corey ficasse ofendido com a versão seria compreensivo (not really), mas muito pelo contrário. Ele viu que aquilo era uma piada, muito boa e bem executada.
Acho que talvez seja esse tipo de visão do mundo que está falatando nas pessoas. O mundo em que tudo é tratado com seriedade e polícia, sem deixar margem para uma piada ou brincadeira, não é o tipo de mundo em que eu quero viver. E você?





































